Pois bem que ainda fazemos algo, mesmo que nada produtivo, mas fazemos algo. Quer dizer eram 5 da manhã de hoje e estava no Twitter. A fazer o quê? Absolutamente nada de interessante, bom, digamos até à notícia de que o Museu Nacional do RJ se evaporar (hipoteticamente falando) em cinzas. Não me pude lembrar de mais ninguém a não ser o professor de História. Quem mais haveria eu de relembrar? Nem sei se será meu professor este ano, mas continua, de facto, a ser uma das pessoas mais admiradoras e apaixonadas pela história que alguma vez tive contacto.
É de facto uma das maiores perdas seja para o Brasil, para nós, antigos colonizadores ou até mesmo o resto do mundo.
Saber que Luzia sobreviveu a nada mais nada menos de que 11-12 mil anos à natureza e nem 0.05% desse tempo conseguiu aguentar com os conterrâneos humanos do séc XXI. Documentos assinados por D. Leopoldina quase 200 trágicos anos antes.
É desolador. Mas da história se aprende a não errar, e creio que este infeliz capítulo das áreas de ciência, história, arqueologia, etc foi uma forma de avisar que a cultura deve e tem de ser preservada. Lamentamos às futuras gerações (eu incluída) a infelicidade de não poder trabalhar com tamanho acervo (20 milhões de objetos).
Jaz aqui mais um capitulo de tragédia que tende a repetir-se na cabeça dos ignorantes.
Obrigada por ouvir tais palavras (não tenho ninguém que possa partilhar, como sei que o professor partilha, tal opinião).
Obrigada professor, e bom ano letivo. Não deixaremos a cultura pairar pela ignorância, bem haja.
Maria do Carmo Silva
e digam que a juventude anda perdida...

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