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terça-feira, 2 de outubro de 2018

Pedagogia defensiva

Há, uma medicina defensiva, aquela em que o médico prescreve exames atrás de exames, umas vezes para se salvaguardar outras para entreter o paciente/utente.

Mas também há uma pedagogia defensiva, aquela em que não ata nem desata, que cumpre escrupulosamente o programa, as orientações curriculares ou as determinações dos órgãos da casa.

Jogar à defesa é não querer ganhar o jogo, é arriscar pouco para ganhar pouco,

Tenho pena do que se perde, das oportunidades que se desperdiçam, dos futuros que não se conquistam.

Jogar à defesa é ser reprodutivo e não criativo, é ser gerido e não autónomo, é fazer o mesmo, sempre, é repetir a dúvida.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Individualismo

Ouço falar (e reconheço-me nas palavras)  sobre o novo diploma da educação inclusiva.
Duas questões:
O diploma é um princípio de orientação de práticas (que sem mudarem ideias, dificilmente mudarão práticas, concepções);
O diploma remete para dimensões colaborativas que, na maior parte das escolas, assenta em reuniões, grelhas e horas extras;
Precisamos de ajudar a mudar ideias e concepções sobre a prática docente de modo a que possamos organizar outras estratégias, outras metodologias, outras dinâmicas.
Reconheço-me integralmente no diploma, mas, porque estou em casa nova, porque não conheço nem me reconhecem, persiste o individualismo, o professor sozinho em sala de aula, a compreensão tácita que é assim e pronto...

(De) Formação

Sessão de "esclarecimento" sobre um decreto lei (54/2018 de 6 de julho)  que é muito mais que um normativo, é um código de princípios de orientação.
Mais que o orador ou os conteúdos questiono-me sobre as estratégias, será que ainda se aprende em sessões de "evangelização"?
Porque não apoiar e valorizar a partilha local de ideias e conteúdos, de estratégias e principios?
Para quando orientações que levam em consideração os locais mais do que trazer espertos (experts) ao terreno?
Porque não promover a experts enquanto dinamizadores e orientadores da conversa, em detrimento de sessões coletivas onde as distrações são mais que muitas?

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

destak currícular

O jornal Destak trás, na sua capa de hoje (13/09/2018) a questão da economia como essencial para o currículo;
a questão do currículo é a questão das escolas e que torna difícil, senão quase que impossível, gerir;
há que gerir interesses e oportunidades e, dentro dessa gestão, o que fica e o que sai, porque acrescentar eternamente não faz bem a coisíssima nenhuma;
afinal, o que é que é relevante nos tempos que correm? o que poderá ser relevante para o futuro? o que é que devemos ensinar e transmitir às novas gerações do futuro? acrescento, o que é que deve ser nacional e, pergunto, haverá espaço para currículos locais?